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Mais uma fuga dos meus dados… #facebook #linkedin

Aquando da entrada em vigor do célebre RGPD, no ido dia 25 de Maio de 2018, era frequente o cidadão comum estar, de repente, preocupado com os seus dados pessoais, com as entidades com as quais os partilhava e em saber para que finalidades eram usados. Preocupação essa fortemente exacerbada pela divulgação pública do escândalo da Cambridge Analytica, através do qual foi revelado que esta consultora britânica usou uma aplicação para recolher milhões de dados de contas do Facebook para, posteriormente, serem utilizados para efeitos de uma campanha eleitoral nos Estados Unidos da América. Deixamos aqui uma  notícia do Diário de Notícias de 13 de Julho de 2019 para quem quiser recordar os highlights deste assunto.

Houve, depois, grandes “debandadas” do Facebook. No entanto, se esta rede social vê muitos millennials a afastarem-se da mesma, estão estes em massa no Linkedin, plataforma esta utilizada para conexões profissionais e cada vez mais presente na vida de empresas, de recrutadores, dos departamentos de marketing, como forma de dar visibilidade ao seu percurso. Dir-se-á, até, que atualmente, um recrutador verá primeiro o perfil de Linkedin de uma potencial contratação do que o curriculum vitae.

É, pois, aqui que ainda espanta como é que em 2021 surge, novamente, mais uma denominada fuga de dados pessoais, desta feita, do Facebook e do Linkedin. Nos termos de uma Informação da CNPD de 09 de Abril de 2021, é referido que foram “expostos na Internet dados pessoais de 533 milhões de utilizadores da rede social Facebook (…) a rede social Linkedin viu publicamente expostos (…) de cerca de 500 milhões de utilizadores”.

A CNPD vem, e bem, dar algumas sugestões de atuação, nomeadamente a redobrada atenção a mensagens não solicitadas por email (phishing) ou por SMS (smishing), bem como sugerir aos prestadores de serviços online que reequacionem o envio de uma SMS como segundo fator de autenticação, considerando, pois, a quantidade de números de telemóvel que foram expostos.

Os dados são, sem dúvida, o petróleo do século XXI e a sua proteção é fundamental. No entanto, se na série “Dallas” assistíamos a uma disputa centralizada e familiar por este bem, atualmente e no que aos dados diz respeito, esta é mundial e sem centro operacional.

Catarina Venceslau de Oliveira | DCM Lawyers

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